No próximo dia 11 de Fevereiro, uma vez mais, os portugueses serão chamados ás urnas para se pronunciarem sobre uma questão intrinsecamente relacionada com os direitos humanos e os princípios estruturantes da vida em sociedade, isto é, vão responder de forma, fria e cruel, com um sim ou não, à pergunta imprecisa: “Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
Esta pergunta, discutivelmente de acordo com a nossa constituição, provoca, sem mais, algumas notas que gostaria de referir
1 – A liberalização ou despenalização, como lhe queiram chamar, não afasta nem acaba com a medida excessiva, até desproporcional, de uma sentença de prisão das mães/mulheres pois, quem o faça ás 10 semanas e 1 hora será, “certamente”, penalizada com a pena prevista pelo código penal, isto é, com a prisão até 3 anos!
2- A pergunta que nos é apresentada pela classe política é, em si mesma, por merecer inúmeras interpretações, enganadora! De facto, e segundo uma interpretação meramente literal deste texto, quer o sim, como o não, têm legitimidade para promover modificações/alterações legislativas sobre este problema social pós-referendo!
Além do mais uma resposta favorável à pergunta apresentada será, certamente, irreversível!
3 – Que o aborto é uma realidade negativa e que ninguém o quer fazer, é uma verdade indiscutível!
A liberalização ou despenalização não vai, como se comprova em inúmeros dados e estatísticas, diminuir o aborto. Principalmente o clandestino!
4 – Se a lei elaborada por um grupo de deputadas socialistas for para a frente (voto sim), não há dúvida, que haverá um maior acompanhamento das mulheres pois, em vez de ficarem isoladas, sozinhas com este problema, serão, desde do primeiro momento acompanhadas e aconselhadas por médicos e numa instituição hospitalar pública.
5- Se a despenalização, liberalização avançar uma mulher que queira fazer um aborto no hospital, irá, devido ao pouco tempo que tem para não ser criminosa, passar á frente de muitas pessoas que precisam de auxílio médico para sobreviver. E não para matar!
6 – O recurso ao aborto por ser uma acção contrária à vida em sociedade, à normalidade, no fundo, á vida, não pode/deve ser promovido/alimentado/fomentado pelo Estado. E as mulheres que o façam também não devem ter uma pena de prisão (a pena mais gravosa em termos penais).
7- A solução para este problema penso que será a que o Prof .Freitas do Amaral lançou há já alguns anos: O aborto será um crime, tipificado no código penal, mas sem pena. Ou com uma pena menor,como a obrigatoriedade de prestar serviço social durante determinado tempo numa instituição social ligada a este problema, ou até uma pena de multa a reverter para as mesma instituições sociais!De facto, o fim de uma pena não se cinge apenas à intimidação do agente. Tem uma vertente educacional/re-integradora que, nos nossos dias, tem cada vez mais força! E que segundo a qual, penso que se deverá optar ou até privilegiar num caso como este!
8 – Ninguém faz um aborto porque, apenas, quer. Quem toma esta decisão, como mostra o estudo feito em Espanha, fá-lo: ou pelas razões já asseguradas e permitidas pela actual lei, ou, (esta a mais difícil de solucionar) porque não têm , efectivamente, “condições” para poder criar um filho.
9 – Em consequência desta incapacidade ( económica, psicológica etc) o Estado reage de forma dúbia e discutível pois, em vez de possibilitar/disponibilizar/providenciar condições, promovendo uma política em prol da natalidade. Assume a sua incapacidade, adiando o problema e promovendo uma politica pró-morte!A "tal" despenalização que nos tentam impigir!
10 –Pelo facto de Portugal estar, sempre, ou quase sempre, um passo atrás das políticas e iniciativas dos países, ditos, mais desenvolvidos, o problema do aborto e uma política em prol da natalidade, hoje, poderia ser o caminho. O passo em frente. A novidade! O tal passo que não costumamos/estamos habituados a dar.
De facto, sabendo nós, que vivemos num país e num continente cada vez mais velho e a envelhecer, cuja população activa é , já hoje, inferior á não activa e que a tendência é, e será, para piorar cada vez mais. E admitindo, como não se pode deixar de admitir, que o Estado não pode/deve promover/providenciar algo que, é quase universalmente visto como uma acção/situação má, isto é, não conforme á normalidade, à vida, à vida em sociedade. Deveríamos, apostar não na pequena e inútil "liberalização" do problema do aborto, mas sim, investindo, numa politica de natalidade, oferendo condições aquelas mães, futuras mães, mulheres e famílias que não têm capacidade nem possibilidade para criarem um filho!
Países como a Alemanha, Suécia e França já as estão a fazer…um dia há-de cá chegar…mas nessa altura…pagaremos a taxa do atraso…
Por estas 10 razões…eu voto não!
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quinta-feira, fevereiro 08, 2007
quinta-feira, dezembro 21, 2006
Alto, Medio e Baixo de Dezembro
Antes de mais não queria deixar de pedir desculpa pela minha ausência.
Esta semana irei realçar, classificando, alguns episódios e notícias destas últimas semanas de Dezembro.
Os acontecimentos relativos ao Caso "Apito Dourado":
1) Nomeação por parte da Procuradoria Geral de Maria José Morgado como responsável por todo o caso.
2) Livro "Eu, Carolina" Que por mais verdades, mentiras, intrigas ou protagonismos, mostrou bem o estado degradado e degradante em que se encontra o nosso sistema judicial e sociedade.
É uma vergonha que este livro contenha provas relevantes para a resolução e descoberta da verdade deste caso.
Não podendo deixar de realçar a coragem desta senhora, que arrisca certamente a sua vida com a publicação deste livro...esperemos que não tenha o mesmo "final" de todos aqueles que afrontaram e desafiaram o Sr.Pinto da Costa e o "Sistema" do Futebol Português.
Entrevista de Diogo Vaz Guedes ao Diário Económico onde afirma, sem mais, a existência de um mercado: "O mercado ibérico". Desconsiderando, frustrando e eliminando o mercado nacional.
Facto que, para além, de "chocar" com as suas iniciativas e opiniões no âmbito do "seu" Compromisso Portugal, descridibiliza o empresário.
De facto não há dúvida que existe um mercado ibérico. Contudo este facto não pode eliminar, ou pretender eliminar, o mercado nacional, sendo uma pena, tristeza, que empresários, com certas responsabilidades a nível nacional, vejam nesse facto uma verdade insolúvel, irremediável e indiscutível.
Para bem de Portugal, do futuro e do nosso desenvolvimento económico esperemos que seja o único...
Obrigado a todos por estes primeiros meses cheios de opinarias e participações.
Um bom Natal!!
Esta semana irei realçar, classificando, alguns episódios e notícias destas últimas semanas de Dezembro.
ALTO
O cimeira Euro-África a realizar na Presidência Europeia Portuguesa a partir de Junho de 2007.
Foi um ganho muitíssimo importante, que colocará Portugal no centro da negociação com um Continente em desenvolvimento e a desenvolver com o qual historicamente possuímos e mantemos "bons" laços.
Contudo, prosseguindo o já "ditado" do economista João César das Neves: "Não há almoços grátis"; Qual será a "factura" que a UE nos cobrará por este posicionamento na linha da frente?
A seu tempo descobriremos...
MÉDIO
Os acontecimentos relativos ao Caso "Apito Dourado":
1) Nomeação por parte da Procuradoria Geral de Maria José Morgado como responsável por todo o caso.
2) Livro "Eu, Carolina" Que por mais verdades, mentiras, intrigas ou protagonismos, mostrou bem o estado degradado e degradante em que se encontra o nosso sistema judicial e sociedade.
É uma vergonha que este livro contenha provas relevantes para a resolução e descoberta da verdade deste caso.
Não podendo deixar de realçar a coragem desta senhora, que arrisca certamente a sua vida com a publicação deste livro...esperemos que não tenha o mesmo "final" de todos aqueles que afrontaram e desafiaram o Sr.Pinto da Costa e o "Sistema" do Futebol Português.
BAIXO
Entrevista de Diogo Vaz Guedes ao Diário Económico onde afirma, sem mais, a existência de um mercado: "O mercado ibérico". Desconsiderando, frustrando e eliminando o mercado nacional.
Facto que, para além, de "chocar" com as suas iniciativas e opiniões no âmbito do "seu" Compromisso Portugal, descridibiliza o empresário.
De facto não há dúvida que existe um mercado ibérico. Contudo este facto não pode eliminar, ou pretender eliminar, o mercado nacional, sendo uma pena, tristeza, que empresários, com certas responsabilidades a nível nacional, vejam nesse facto uma verdade insolúvel, irremediável e indiscutível.
Para bem de Portugal, do futuro e do nosso desenvolvimento económico esperemos que seja o único...
Obrigado a todos por estes primeiros meses cheios de opinarias e participações.
Um bom Natal!!
domingo, dezembro 03, 2006
Pegadas na lama escura
Esta pessoa que vemos na fotografia chama-se António de Almeida Santos e foi Presidente da Assembleia da República Portuguesa entre 1995 e 2002. Hoje, é presidente do partido que forma o nosso Governo e que detém a maioria dos assentos de deputado na Assembleia da República.
Recordemos alguma da Legislação do foro exclusivo da Assembleia da República, tal como é definida no site do Governo Português:
"Regimes de eleições e referendo; cidadania e símbolos nacionais; regimes do estado de sítio e de emergência; organização e funcionamento da Defesa Nacional, das forças de segurança, e dos Serviços de Informação; restrições a direitos dos militares e agentes das forças de segurança; regime geral do orçamento do Estado, das regiões e das autarquias"
Recordemos agora, muito resumidamente, alguns artigos que definem a Assembleia da República, tal como estão apresentados na Constituição da República Portuguesa. Segundo esse documento que rege o nosso Estado, "a Assembleia da República é a assembleia representativa de todos os cidadãos portugueses" (Artigo 147º), e "os Deputados representam todo o país" (Artigo 152º).
Sobre o mesmo tema, o site da Assembleia da República indica que "compete ao Presidente [da Assembleia da República] representar a Assembleia, presidir à Mesa, dirigir os trabalhos parlamentares, fixar a ordem do dia, depois de ouvir a Conferência dos Representantes dos Grupos Parlamentares, assinar os Decretos e outros documentos expedidos em nome da Assembleia da República e superintender na sua administração".
Ainda nesse site, vale a pena, antes de nos debruçarmos sobre o cerne deste artigo, recordar as palavras do actual Presidente da Assembleia, Jaime Gama, sobre o órgão a que preside: "A Assembleia da República é o coração da vida política e a alma da própria democracia, a casa representativa do povo português, eleita por todos nós, cidadãs e cidadãos de Portugal"
II.
Feita a apresentação ao ex-Presidente e explicitada que está a função e o impacto na vida de todos os portugueses do órgão a que durante sete anos presidiu, analisemos com atenção as palavras com que responde, numa entrevista de 29 de Novembro de 2006 à revista "Sábado", à pergunta As pessoas pedem-lhe cartas de recomendação?:
"É verdade. Confesso que uma vez por outra ainda meto cunhas, mas não tanto agora. Era fácil dizer: tenha paciência, mas cunhas eu não meto. Mas isso é desumanidade, porque ali há uma aflição e eu tenho possibilidade de a resolver."
Esta afirmação é tão enorme e despudoradamente aberrante, que eu não só não sei por que parte da sua alarvidade começar a dissecá-la, como também não creio que esteja a honrar a inteligência de Leitor algum ao tentar explicar-lhe a minha opinião sobre a mesma, já que estas palavras falam por si.
No entanto, pensemos em conjunto:
Haverá algo mais anti-democrático do que meter uma cunha? Haverá algo mais desprestigiante para uma instituição pública do que existirem cunhas perpetradas por altos membros do seu aparelho? Haverá algo tão despudorado como alguém eleito pela unanimidade dos deputados à Assembleia da República admitir que o faz? Haverá algo mais egocênctrico do que justificar uma cunha metida por abuso de poder, com o desejo de resolver uma aflição?
Haverá algo mais idiota do que ter sido Presidente da Assembleia da República durante sete anos e ainda achar que resolver o problema de alguém com uma cunha não vai causar um desequilíbrio no sistema - em qualquer sistema - prejudicando mais pessoas do que a que se ajudou?
III.
Haverá alguém, para além de mim, que se preocupe com isto?
Luís Guimarães
publicado também em maisde1000vozes
domingo, novembro 19, 2006
Cavaco Vs Santana
Nada previa uma semana tão agitada.
Tivemos um pouco de tudo: uma entrevista do Presidente da República, o reaparecimento de Santana Lopes, o adiamento da resposta por parte da Autoridade da Concorrência relativa á OPA da SONAE sobre a PT e o fim da coligação PSD/CDS na Câmara Municipal de Lisboa.
Contudo não posso deixar de destacar o regresso de Santana Lopes e, em especial, os acontecimentos da passada Quinta-feira.
No início da semana é apresentado mais um livro de um político a justificar os erros cometidos no passado.
Este para além de contar, narrar, episódios que, agora, com distância, até fazem algum sentido, ressuscitou um personagem político, desaparecido em combate, que muitos pensavam ter sido “abatido”.
O personagem que vos falo é Pedro Santana Lopes.
Santana para além do protagonismo, que sem nada fazer, já promove e tem, ao lançar este livro volta a ser primeira página de jornais, notícia de abertura de telejornais, foco de discussão em debates, isto é, alvo de um protagonismo que sabe que tem e para o qual está preparado.
O que, certamente, Santana não esperava era uma “recepção” assim. Ser entrevistado, no programa “Grande Entrevista” da RTP, ao mesmo tempo, em simultâneo, que Cavaco Silva na SIC.
Aquele que todos “esmurraram, cuspiram e criticaram” estava agora no “camarote presidencial”, lado a lado, com o “herói” Cavaco Silva.
Mas mais, ao analisar as sondagens no dia seguinte, constatamos um facto ainda mais insólito: A sua entrevista tivera mais audiência que a de Cavaco (aproximadamente 19% e 16% de share respectivamente segundo dados médios da marktest).
Efectivamente, mais do que isto, Santana não poderia pedir!
Melhor seria impossível!Podemos conjecturar inúmeras razões, favoráveis ou desfavoráveis a Santana, mas factos são factos. E verdade lhe seja devida, o Ex- Primeiro Ministro, ao contrário do que muitos poderiam pensar, continua bem "vivo" politicamente.
Além disso apresentou-se acompanhado, por um “exército” bem constituído. Por um lado pelos "peões" do partido ainda se mantêm na linha da frente, por outro pelos "cavaleiros" da comunicação social que assumem “posições” estrategicas quando necessário.
Contudo, não posso deixar de destacar os valores de audiência, em percentagem de Share, na noite da passada Quinta-feira: ambas as entrevistas estiveram um valor percentual de Share muito abaixo da audiência obtida pela telenovela da TVI, “doce fugitiva” – mais de 40% .
Por mais que gostemos ou não de política e destes dois senhores, este facto triste e estranho tem nos fazer pensar sobre o estado da política e seus agentes em Portugal.
É preocupante, alarmante, que os portugueses tenham optado por uma telenovela em detrimento de uma entrevista do actual Presidente da República.
O sistema político não deveria deixar reflectir sobre este facto!
Pois, e apesar de nenhum "opinion maker" tenha referido, esta situação confirma, torna evidente de forma nua e crua, o que há muito sabíamos. O sistema político e os seus agentes, incluindo o próprio Presidente da República, não são considerados, dignificados, credíveis, ou até mesmo respeitados, na sociedade.
Não faz sentido, em lado nenhum do Mundo, que uma entrevista de um Presidente da República não chegue sequer aos 20% de share. Que significa na gíria que, num universo de 100 portugueses apenas 20(valor exemplificativo) assistiram á sua entrevista.
É repudiante e miserável!
Não faz sentido!
Tivemos um pouco de tudo: uma entrevista do Presidente da República, o reaparecimento de Santana Lopes, o adiamento da resposta por parte da Autoridade da Concorrência relativa á OPA da SONAE sobre a PT e o fim da coligação PSD/CDS na Câmara Municipal de Lisboa.
Contudo não posso deixar de destacar o regresso de Santana Lopes e, em especial, os acontecimentos da passada Quinta-feira.
No início da semana é apresentado mais um livro de um político a justificar os erros cometidos no passado.
Este para além de contar, narrar, episódios que, agora, com distância, até fazem algum sentido, ressuscitou um personagem político, desaparecido em combate, que muitos pensavam ter sido “abatido”.
O personagem que vos falo é Pedro Santana Lopes.
Santana para além do protagonismo, que sem nada fazer, já promove e tem, ao lançar este livro volta a ser primeira página de jornais, notícia de abertura de telejornais, foco de discussão em debates, isto é, alvo de um protagonismo que sabe que tem e para o qual está preparado.
O que, certamente, Santana não esperava era uma “recepção” assim. Ser entrevistado, no programa “Grande Entrevista” da RTP, ao mesmo tempo, em simultâneo, que Cavaco Silva na SIC.
Aquele que todos “esmurraram, cuspiram e criticaram” estava agora no “camarote presidencial”, lado a lado, com o “herói” Cavaco Silva.
Mas mais, ao analisar as sondagens no dia seguinte, constatamos um facto ainda mais insólito: A sua entrevista tivera mais audiência que a de Cavaco (aproximadamente 19% e 16% de share respectivamente segundo dados médios da marktest).
Efectivamente, mais do que isto, Santana não poderia pedir!
Melhor seria impossível!Podemos conjecturar inúmeras razões, favoráveis ou desfavoráveis a Santana, mas factos são factos. E verdade lhe seja devida, o Ex- Primeiro Ministro, ao contrário do que muitos poderiam pensar, continua bem "vivo" politicamente.
Além disso apresentou-se acompanhado, por um “exército” bem constituído. Por um lado pelos "peões" do partido ainda se mantêm na linha da frente, por outro pelos "cavaleiros" da comunicação social que assumem “posições” estrategicas quando necessário.
Contudo, não posso deixar de destacar os valores de audiência, em percentagem de Share, na noite da passada Quinta-feira: ambas as entrevistas estiveram um valor percentual de Share muito abaixo da audiência obtida pela telenovela da TVI, “doce fugitiva” – mais de 40% .
Por mais que gostemos ou não de política e destes dois senhores, este facto triste e estranho tem nos fazer pensar sobre o estado da política e seus agentes em Portugal.
É preocupante, alarmante, que os portugueses tenham optado por uma telenovela em detrimento de uma entrevista do actual Presidente da República.
O sistema político não deveria deixar reflectir sobre este facto!
Pois, e apesar de nenhum "opinion maker" tenha referido, esta situação confirma, torna evidente de forma nua e crua, o que há muito sabíamos. O sistema político e os seus agentes, incluindo o próprio Presidente da República, não são considerados, dignificados, credíveis, ou até mesmo respeitados, na sociedade.
Não faz sentido, em lado nenhum do Mundo, que uma entrevista de um Presidente da República não chegue sequer aos 20% de share. Que significa na gíria que, num universo de 100 portugueses apenas 20(valor exemplificativo) assistiram á sua entrevista.
É repudiante e miserável!
Não faz sentido!
sábado, novembro 11, 2006
A Escada
Em primeiro lugar agradeço ao Bernardo a oportunidade que me deu de poder participar de forma mais activa no seu blog, onde, apesar do seu curto período de existência, já tantos assuntos já foram debatidos com maior ou menor fulgor.
A escolha do tema para escrever num blog como este não é de todo “pacífica” e foi sem dúvida uma escolha que exigiu um responsável período de reflexão. De politica já muito e bem se escreveu e já muito se discutiu, de viagens e futebol (revestindo-se este último assunto de menor relevo num panorama blogista apesar de ser adepto pouco racional da modalidade em geral e em particular do Benfica) fala-se semanalmente havendo autores específicos para estes dois assuntos. De questões jurídicas não percebo nada e a minha área (Engenharia Civil) tenho a convicção que provocaria incontroláveis bocejos e uma sonolência maçadora. Como “escritor móvel” decidi optar por uma reflexão mundana e o menos pretensiosa possível, que poderá e deverá ser comentada por quem achar que o artigo possa trazer algo de novo a este espaço.
Quando, algures na pré-história, um homem já bípede observou uma pedra a rolar por uma encosta inclinada e concluiu que o conceito da forma circular a que mais tarde decidiu chamar de roda daria mais jeito para puxar carroças que os blocos brutos e indefinidos que se usavam na altura, estava longe de pensar nas repercussões que teria a sua invenção. Um pouco antes já um primo dele tinha percebido que a carne sabia melhor se estivesse mais quentinha e tostada. Assim, quando estava a fazer música com duas pedras e uma faísca surgiu, ele aproveitou-a. Tiveram ideias, aproveitaram-nas e o mundo avançou um bocadinho.
Uns milénios mais tarde no séc. XVI um Português chamado Fernão de Magalhães farto de se sentir humilhado pelo rei do seu país (na altura era D.Manuel I), que se recusava a patrocinar uma expedição às ilhas das especiarias tendo como base a convicção que a América do Sul não estava ligada ao pólo Sul, atravessou a fronteira e convenceu o então rei de Espanha D.Carlos I a pagar-lhe o bilhete da viagem. A sua perseverança permitiu-o realizar aquele que é hoje considerado como o maior feito da navegação marítima de sempre, a descoberta e travessia do agora chamado estreito de Magalhães e a realização da primeira viagem de circum-navegação. Fernão de Magalhães morreu no decorrer dessa expedição por motivos alheios ao objectivo central da expedição mas o mundo avançou mais um bocadinho. Afinal a terra era redonda.
Escolhi estes dois exemplos, o primeiro porque serviu de introdução ao que queria falar e o segundo porque admiro profundamente a coragem e tenacidade da personagem retratada, pela importância do seu feito e por ser Português. O mundo avança porque foi empurrado, primeiro pela natureza no Big-Bang e depois por um grupo de homens e mulheres que pararam um pouco para pensar, tiveram ideias e concluíram que o balanço de as expor, apesar das consequências físicas e morais que poderiam enfrentar, era positivo para a humanidade. Assim aconteceu com Galilieu quando acabou com a arrogância e ignorância de se pensar que a terra era o centro do universo ou mesmo quando Sir Thomas Moore decidiu entregar a cabeça quando, fiel aos seus princípios, não concedeu o divórcio ao louco do Henrique VIII. Mais recentemente quando Bill Gates em 1985, com borbulhas na cara e óculos dignos de quem nunca tinha jogado à bola na vida (ou baseball já que estamos na América) disse que daí a dez anos cada pessoa teria um PC - Private Computer - a gargalhada deve ter sido geral e teve de ser a IBM a aproveitar a ideia do jovem visionário já que os imperadores da Apple Macintosh desacreditavam o jovem e agora choram terem-no feito. Já em 2004, na altura do Euro realizado em Portugal, um adolescente de 19 anos decidiu que seria boa ideia pôr bandeirinhas nas janelas para apoiar a nossa selecção nacional. A moda pegou, Portugal chegou à final. Obrigado Bernardo.
Em todas as épocas, em todos os séculos as pessoas distinguem-se pelas iniciativas que têm e pela forma como lutam por elas. Nos dias de hoje, falta-nos espaço para pensar e por vezes acomodamo-nos tristemente ao corriqueiro e desprezamos as nossas ideias e sonhos, classificando-as como inatingíveis ou patéticas. Fazemos mal.
Para finalizar (porque não quero “pseudo-intelectualizar” este artigo) lembro-me sempre de um livro para crianças que li quando a criança ilustrada conta à mãe que subiu a escada e esteve no sótão a brincar com tigres e macacos, que tinha feito uma cabana com lianas e folhas de palmeira ao que a mãe respondeu: “- Filho mas nós não temos sótão! A criança, desconsolada, diz então para si: - Coitada da minha mãe ainda não encontrou a escada…”
Fausto Lopo de Carvalho
A escolha do tema para escrever num blog como este não é de todo “pacífica” e foi sem dúvida uma escolha que exigiu um responsável período de reflexão. De politica já muito e bem se escreveu e já muito se discutiu, de viagens e futebol (revestindo-se este último assunto de menor relevo num panorama blogista apesar de ser adepto pouco racional da modalidade em geral e em particular do Benfica) fala-se semanalmente havendo autores específicos para estes dois assuntos. De questões jurídicas não percebo nada e a minha área (Engenharia Civil) tenho a convicção que provocaria incontroláveis bocejos e uma sonolência maçadora. Como “escritor móvel” decidi optar por uma reflexão mundana e o menos pretensiosa possível, que poderá e deverá ser comentada por quem achar que o artigo possa trazer algo de novo a este espaço.
Quando, algures na pré-história, um homem já bípede observou uma pedra a rolar por uma encosta inclinada e concluiu que o conceito da forma circular a que mais tarde decidiu chamar de roda daria mais jeito para puxar carroças que os blocos brutos e indefinidos que se usavam na altura, estava longe de pensar nas repercussões que teria a sua invenção. Um pouco antes já um primo dele tinha percebido que a carne sabia melhor se estivesse mais quentinha e tostada. Assim, quando estava a fazer música com duas pedras e uma faísca surgiu, ele aproveitou-a. Tiveram ideias, aproveitaram-nas e o mundo avançou um bocadinho.
Uns milénios mais tarde no séc. XVI um Português chamado Fernão de Magalhães farto de se sentir humilhado pelo rei do seu país (na altura era D.Manuel I), que se recusava a patrocinar uma expedição às ilhas das especiarias tendo como base a convicção que a América do Sul não estava ligada ao pólo Sul, atravessou a fronteira e convenceu o então rei de Espanha D.Carlos I a pagar-lhe o bilhete da viagem. A sua perseverança permitiu-o realizar aquele que é hoje considerado como o maior feito da navegação marítima de sempre, a descoberta e travessia do agora chamado estreito de Magalhães e a realização da primeira viagem de circum-navegação. Fernão de Magalhães morreu no decorrer dessa expedição por motivos alheios ao objectivo central da expedição mas o mundo avançou mais um bocadinho. Afinal a terra era redonda.
Escolhi estes dois exemplos, o primeiro porque serviu de introdução ao que queria falar e o segundo porque admiro profundamente a coragem e tenacidade da personagem retratada, pela importância do seu feito e por ser Português. O mundo avança porque foi empurrado, primeiro pela natureza no Big-Bang e depois por um grupo de homens e mulheres que pararam um pouco para pensar, tiveram ideias e concluíram que o balanço de as expor, apesar das consequências físicas e morais que poderiam enfrentar, era positivo para a humanidade. Assim aconteceu com Galilieu quando acabou com a arrogância e ignorância de se pensar que a terra era o centro do universo ou mesmo quando Sir Thomas Moore decidiu entregar a cabeça quando, fiel aos seus princípios, não concedeu o divórcio ao louco do Henrique VIII. Mais recentemente quando Bill Gates em 1985, com borbulhas na cara e óculos dignos de quem nunca tinha jogado à bola na vida (ou baseball já que estamos na América) disse que daí a dez anos cada pessoa teria um PC - Private Computer - a gargalhada deve ter sido geral e teve de ser a IBM a aproveitar a ideia do jovem visionário já que os imperadores da Apple Macintosh desacreditavam o jovem e agora choram terem-no feito. Já em 2004, na altura do Euro realizado em Portugal, um adolescente de 19 anos decidiu que seria boa ideia pôr bandeirinhas nas janelas para apoiar a nossa selecção nacional. A moda pegou, Portugal chegou à final. Obrigado Bernardo.
Em todas as épocas, em todos os séculos as pessoas distinguem-se pelas iniciativas que têm e pela forma como lutam por elas. Nos dias de hoje, falta-nos espaço para pensar e por vezes acomodamo-nos tristemente ao corriqueiro e desprezamos as nossas ideias e sonhos, classificando-as como inatingíveis ou patéticas. Fazemos mal.
Para finalizar (porque não quero “pseudo-intelectualizar” este artigo) lembro-me sempre de um livro para crianças que li quando a criança ilustrada conta à mãe que subiu a escada e esteve no sótão a brincar com tigres e macacos, que tinha feito uma cabana com lianas e folhas de palmeira ao que a mãe respondeu: “- Filho mas nós não temos sótão! A criança, desconsolada, diz então para si: - Coitada da minha mãe ainda não encontrou a escada…”
Fausto Lopo de Carvalho
domingo, novembro 05, 2006
A Passagem de Testemunho II - In Revista Homem Magazine de Novembro
“A geração mais velha dos 5,7 mil milhões de seres humanos que povoam actualmente o nosso planeta, a geração à qual pertenço, prepara-se para dizer adeus a este mundo, e é pois à juventude que compete carregar a responsabilidade do futuro.Jovens, assumam pois, por favor, a vossa responsabilidade, tornando-vos conscientes das vossas potencialidades, adquirindo confiança em vós mesmos e dando provas de abertura de espírito, de compaixão e de solidariedade. A frescura e a força da juventude não deveriam diminuir, e é vossa obrigação cultivar esse entusiasmo.”
Em "A sabedoria do Dalai Lama"
Foi com enorme prazer que aceitei o desafio de escrever na revista Homem, neste espaço de opinião, tal como faço todos os domingos no blog: Opinarias.blogspot.com.
Ao contrário do que podiam esperar, ao ler este livro de Dalai Lama, e talvez pelos meus ainda 21 anos, decidi escrever, de uma forma optimista, sobre o futuro. O futuro da Humanidade e do Mundo. No fundo, sobre o nosso papel de jovens e de geração futura.Não posso deixar de constatar que este sentimento de esperança e de futuro existe intrinsecamente em cada um nós, mas por vezes deixamo-nos levar por algum desânimo e pessimismo.
Efectivamente, temos de ter noção e a convicção de que o futuro de cada País, Nação e do Mundo vai ser da nossa responsabilidade. Não é pressão… é uma verdade. Uma realidade para a qual temos que olhar, desde já, com responsabilidade e naturalidade.Não é mais do que uma bonita e séria “passagem do testemunho” da vida que há gerações e gerações se processa....
Neste âmbito a educação é sem dúvida um pilar indispensável.
Contudo, tendo em vista o futuro, e a vida, cada vez mais complicada e difícil, em sociedade, temos que procurar uma educação que incuta valores e não apenas resultados. Temos que nos focar numa educação para os valores! Numa sociedade sem valores tudo se complica, essa é uma lição que buscamos na História.
Pois que contributo dará para esta vida, por exemplo, um jovem que sempre foi instigado, pelos seus educandos, apenas, para o resultado, como as notas, preterindo valores como a família, a justiça, a paz, a amizade, a solidariedade ou até mesmo o mérito!? Isto é, alguém que por mais competente que seja no cumprimento das suas obrigações não saiba viver em sociedade!?
Tal como todos desejamos, quando pensamos que “tudo vamos fazer para não cometer os mesmos erros de outros”, neste capítulo este ditado também se deve aplicar…se vamos suceder, vamos fazê-lo da melhor maneira possível.
O que importa é prepararmo-nos da melhor forma e o melhor que conseguirmos!
Vivendo esta Vida com seriedade, consciência, persistência, responsabilidade, mas acima de tudo com muita Garra e Brio!Assim poderemos sem dúvida receber bem e projectar o testemunho que vamos, forçosamente, receber!
É importante viver segundo valores, princípios estruturais e marcantes…pois, não vamos de certeza de um dia para o outro passar a justos, interessados, conscientes, responsáveis e briosos…é um caminho…é uma construção! Tal como tudo na vida…
Além disso, alguns de nós terão, com certeza, cargos de enorme exigência e importância, que exigem pessoas com capacidade, responsabilidade e liderança.Temos de deixar a vida fútil e tomarmos consciência, de nos preparar, para o desafio que nos será lançado, seja qual for o nível que nos vier a ser pedido.
Ao ler este texto, esta passagem de testemunho, percebi que nada sou…percebi que todos os dias tenho de aprender…mas também, acima de tudo, realizei, e é esta mensagem que gostava de passar hoje, que há momentos para tudo!Precisamos de aprender, de querer aprender, de gostar de aprender, para depois, na altura devida... Poder fazer! Construir! Realizar!
Em nós, “jovens adultos”, tem de estar presente, todos os dias, que a nossa vida é como uma árvore de fruto…que tem de ser regada, alimentada e cultivada para...um dia…poder dar frutos. Os melhores frutos possíveis!
Porque acredito na nossa geração e acredito que podemos fazer mais e melhor, não podia deixar de escrever este texto que mais não é que um apelo!
Pois, se juntos vamos receber o testemunho da vida…Juntos, temos de nos preparar para tão importante responsabilidade!
Em "A sabedoria do Dalai Lama"
Foi com enorme prazer que aceitei o desafio de escrever na revista Homem, neste espaço de opinião, tal como faço todos os domingos no blog: Opinarias.blogspot.com.
Ao contrário do que podiam esperar, ao ler este livro de Dalai Lama, e talvez pelos meus ainda 21 anos, decidi escrever, de uma forma optimista, sobre o futuro. O futuro da Humanidade e do Mundo. No fundo, sobre o nosso papel de jovens e de geração futura.Não posso deixar de constatar que este sentimento de esperança e de futuro existe intrinsecamente em cada um nós, mas por vezes deixamo-nos levar por algum desânimo e pessimismo.
Efectivamente, temos de ter noção e a convicção de que o futuro de cada País, Nação e do Mundo vai ser da nossa responsabilidade. Não é pressão… é uma verdade. Uma realidade para a qual temos que olhar, desde já, com responsabilidade e naturalidade.Não é mais do que uma bonita e séria “passagem do testemunho” da vida que há gerações e gerações se processa....
Neste âmbito a educação é sem dúvida um pilar indispensável.
Contudo, tendo em vista o futuro, e a vida, cada vez mais complicada e difícil, em sociedade, temos que procurar uma educação que incuta valores e não apenas resultados. Temos que nos focar numa educação para os valores! Numa sociedade sem valores tudo se complica, essa é uma lição que buscamos na História.
Pois que contributo dará para esta vida, por exemplo, um jovem que sempre foi instigado, pelos seus educandos, apenas, para o resultado, como as notas, preterindo valores como a família, a justiça, a paz, a amizade, a solidariedade ou até mesmo o mérito!? Isto é, alguém que por mais competente que seja no cumprimento das suas obrigações não saiba viver em sociedade!?
Tal como todos desejamos, quando pensamos que “tudo vamos fazer para não cometer os mesmos erros de outros”, neste capítulo este ditado também se deve aplicar…se vamos suceder, vamos fazê-lo da melhor maneira possível.
O que importa é prepararmo-nos da melhor forma e o melhor que conseguirmos!
Vivendo esta Vida com seriedade, consciência, persistência, responsabilidade, mas acima de tudo com muita Garra e Brio!Assim poderemos sem dúvida receber bem e projectar o testemunho que vamos, forçosamente, receber!
É importante viver segundo valores, princípios estruturais e marcantes…pois, não vamos de certeza de um dia para o outro passar a justos, interessados, conscientes, responsáveis e briosos…é um caminho…é uma construção! Tal como tudo na vida…
Além disso, alguns de nós terão, com certeza, cargos de enorme exigência e importância, que exigem pessoas com capacidade, responsabilidade e liderança.Temos de deixar a vida fútil e tomarmos consciência, de nos preparar, para o desafio que nos será lançado, seja qual for o nível que nos vier a ser pedido.
Ao ler este texto, esta passagem de testemunho, percebi que nada sou…percebi que todos os dias tenho de aprender…mas também, acima de tudo, realizei, e é esta mensagem que gostava de passar hoje, que há momentos para tudo!Precisamos de aprender, de querer aprender, de gostar de aprender, para depois, na altura devida... Poder fazer! Construir! Realizar!
Em nós, “jovens adultos”, tem de estar presente, todos os dias, que a nossa vida é como uma árvore de fruto…que tem de ser regada, alimentada e cultivada para...um dia…poder dar frutos. Os melhores frutos possíveis!
Porque acredito na nossa geração e acredito que podemos fazer mais e melhor, não podia deixar de escrever este texto que mais não é que um apelo!
Pois, se juntos vamos receber o testemunho da vida…Juntos, temos de nos preparar para tão importante responsabilidade!
domingo, outubro 29, 2006
Bloggismo
Nos últimos tempos tem-se vindo a verificar uma corrida aos blogs. Toda e qualquer pessoa pode ter o seu. Sendo o Opinaria prova disso mesmo.
Mas qual o interesse de um blog? Para quê?
Hoje, neste mundo mediático, onde a opinião geral dos assuntos se resume e nasce na opinião de alguns, o blog apresenta-se como um espaço diferente. Um espaço puro! Um espaço de verdadeira e livre opinião. Onde qualquer pessoa, independente da sua capacidade e skills se sem depender de um meio de comunicação para o fazer, pode emitir o seu argumento. O seu ponto de vista. No fundo a sua opinião sobre qualquer tema.
Contudo este excesso de liberdade faz com que o blog seja, por vezes, utilizado de uma forma menos construtiva, tornando-se um espaço de crítica e opiniões discricionárias e impróprias onde tudo é dito e criticado, mas cujo autor não se apresenta, identifica. Isto é, um espaço de fantasmas. Um espaço de cobardes.
A ideia do blog é criar um espaço aberto e livre, de verdadeira opinião, onde quem quer, de uma forma verdadeira e séria, possa discutir e debater temas. Mas uma opinião com rosto. Assinada. E não fantasma!
O gosto de viver sem medo e ás claras, faz que assuma sem mais esta posição, que não é um ataque á figura do anónimo, mas sim um apelo á coragem e á discussão séria e personalizada.
Para terminar gostava de relatar este último mês e meio do Opinaria.
Para aqueles que apenas conheceram o Opinaria há pouco tempo, este, agora, blog “ajornalado”, começou como todos os outros, com pequenos textos de opinião. Mas foi avançando. Sendo hoje um, quase, jornal, agora até bilingue! É formado por um grupo de pessoas, amigos, que, por sentirem a necessidade de debater ideias, apresentam as suas opiniões em jeito de artigo para que todos se possam pronunciar. A favor ou contra. O que importa é que se discuta e debata temas da actualidade e que nos preocupam!
Hoje, com muito orgulho digo, o Opinaria é consultado semanalmente em 26 países por todo o mundo: Portugal, Espanha, França, Itália, Inglaterra, Irlanda, Escócia, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Republica Checa, Polónia, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Noruega, Estados Unidos da América, Canadá Brasil, Chile, Argentina, Índia, Singapura, Austrália, Nova Zelândia e Indonésia, tendo tido já mais der 3300 visitas o equivalente a 11.000 clics.
É com grande prazer que todas as semanas iremos continuar a escrever, mas especialmente a OPINAR.
Esperamos que os construtivos e bons comentários continuem e que as nossas opinarias continuem a gerar debate e discussão.
É para e por isto que o Opinaria existe!
Obrigado a todos pelo contributo!
Mas qual o interesse de um blog? Para quê?
Hoje, neste mundo mediático, onde a opinião geral dos assuntos se resume e nasce na opinião de alguns, o blog apresenta-se como um espaço diferente. Um espaço puro! Um espaço de verdadeira e livre opinião. Onde qualquer pessoa, independente da sua capacidade e skills se sem depender de um meio de comunicação para o fazer, pode emitir o seu argumento. O seu ponto de vista. No fundo a sua opinião sobre qualquer tema.
Contudo este excesso de liberdade faz com que o blog seja, por vezes, utilizado de uma forma menos construtiva, tornando-se um espaço de crítica e opiniões discricionárias e impróprias onde tudo é dito e criticado, mas cujo autor não se apresenta, identifica. Isto é, um espaço de fantasmas. Um espaço de cobardes.
A ideia do blog é criar um espaço aberto e livre, de verdadeira opinião, onde quem quer, de uma forma verdadeira e séria, possa discutir e debater temas. Mas uma opinião com rosto. Assinada. E não fantasma!
O gosto de viver sem medo e ás claras, faz que assuma sem mais esta posição, que não é um ataque á figura do anónimo, mas sim um apelo á coragem e á discussão séria e personalizada.
Para terminar gostava de relatar este último mês e meio do Opinaria.
Para aqueles que apenas conheceram o Opinaria há pouco tempo, este, agora, blog “ajornalado”, começou como todos os outros, com pequenos textos de opinião. Mas foi avançando. Sendo hoje um, quase, jornal, agora até bilingue! É formado por um grupo de pessoas, amigos, que, por sentirem a necessidade de debater ideias, apresentam as suas opiniões em jeito de artigo para que todos se possam pronunciar. A favor ou contra. O que importa é que se discuta e debata temas da actualidade e que nos preocupam!
Hoje, com muito orgulho digo, o Opinaria é consultado semanalmente em 26 países por todo o mundo: Portugal, Espanha, França, Itália, Inglaterra, Irlanda, Escócia, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Republica Checa, Polónia, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Noruega, Estados Unidos da América, Canadá Brasil, Chile, Argentina, Índia, Singapura, Austrália, Nova Zelândia e Indonésia, tendo tido já mais der 3300 visitas o equivalente a 11.000 clics.
É com grande prazer que todas as semanas iremos continuar a escrever, mas especialmente a OPINAR.
Esperamos que os construtivos e bons comentários continuem e que as nossas opinarias continuem a gerar debate e discussão.
É para e por isto que o Opinaria existe!
Obrigado a todos pelo contributo!
domingo, outubro 22, 2006
Orçamento Virtual
Estamos a viver, por mais um ano, a cegada Orçamento de Estado. Ou melhor, a tentativa de combater o, já, companheiro “défice”.
Contudo, muito se escreve e diz sobre a actual, e bem apresentada, proposta de Orçamento de Estado para 2007.
Apesar de tudo o que se possa dizer, este parece ser, um bom orçamento. Pelo menos demonstra coragem e intenção de fazer. Além do mais, vai ao encontro de, algumas, promessas eleitorais apresentadas. Refiro-me ao “Choque Tecnológico” e ao aumento do orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia.
No entanto, e para não entrar num estudo intenso e extensivo sobre o mesmo, OE 2007, que será certamente tema do próximo artigo do Fernando Soares na área de economia, gostaria de reflectir e abordar a relevância, efectiva, do Orçamento de Estado. Critérios de elaboração.
Como todos podem, pelo menos, conjecturar,supor, um Orçamento de Estado é uma previsão de como um país, neste caso Portugal, irá utilizar as receitas geradas, na sua grande maioria através de impostos, para fazer face ás suas despesas. Mais simples e básico não poderia ser.
Contudo, ao contrário do que muitos possam pensar, o modelo de elaboração em Portugal depende de critérios próprios, mas diferentes, dos utilizados depois pela Comissão Europeia (CE). Entidade, agora, reguladora!
Isto é, todos sabemos o custo da elaboração de um OE, extraordinário é, todos sabermos também, que o mesmo apenas traça uma estratégia, virtual, de Portugal, para ofuscar uma verdade que, forçosamente, o “Pai Europa” irá desvendar.
É interessante, mesmo para o mais leigo neste assunto, perceber a “virtualidade” de qualquer Orçamento de Estado apresentado nos últimos anos, em especial, com o Pacto de Estabilidade e Crescimento.
Quanto á discussão teórica que pretendo levantar.
Em Portugal, optámos por um Orçamento de gerência, isto é, apenas se considera no orçamento as despesas efectivamente contraídas nesse ano, não incluindo portanto aquelas que apenas serão pagas ou recebidas em momento posterior. Em detrimento pela opção de um Orçamento de Exercício em que são consideradas todas as receitas e despesas contraídas nesse ano, independentemente da sua efectividade.
Para além deste primeiro traço do modelo orçamental português, existe outro, agora relativo aos critérios de equilíbrio orçamental.
Mas o que significa o equilíbrio Orçamental?
Significa que “as despesas totais devem ser cobertas pelas receitas normais ou rendimentos do Estado”. A questão fundamental consiste em saber quando é que certas despesas podem ser cobertas por certas receitas.
Neste âmbito, o equilíbrio pode "cobrir" situações de equilíbrio aritmético, défice e superávit.
Além disso, o nosso Orçamento está assente em dois critérios orçamentais estruturais: 1) Para a concepção em geral do próprio documento utilizados o chamado critério de Activos Patrimoniais que significa que receitas correntes cobrem despesas correntes e de capital; 2) No âmbito do equilíbrio orçamental stricto senso, o critério de Activo de Tesouraria em que receitas efectivas cobrem despesas efectivas e não efectivas.
Por exemplo, nesta proposta de orçamento, mais de 50% do previsto para o investimento incidirá em grandes projectos públicos (OTA e TGV) e Investimento e desenvolvimento (I & D). Contudo segundo estes critérios esta despesa não conta para efeitos de calculo do défice. Além do mais, o calculo do valor da despesa efectiva, está sob um pilar ainda em construção: O sucesso da Reforma da Administração Pública.
A minha preocupação e espanto incidem numa certeza: O nosso modelo e critérios orçamentais, em especial no âmbito do equilíbrio, são diferentes dos que, posteriormente, depois de aprovado pela Assembleia da Republica e promulgado pelo Presidente da Republica, a União Europeia, em especial, a Comissão utilizará.
Porquê esta diferença?
Para quê haver orçamentos virtuais, em que nos enganamos a nós próprios, cheio de ratoeiras e lances obscuros e não se apresenta a verdade aos cidadãos.
Além disso para quê gastar uma fortuna na concepção de um documento que, em último caso, nada significará.
Por coincidência, na passada sexta feira no DE, no âmbito do “observatório permanente – OE2007”, também, já, alguns, conceituados economistas portugueses consensualmente referiam que a solução para uma política económica eficaz passaria por um novo modelo de elaboração e apresentação orçamental.
Embora o efeito prático deste artigo possa ser quase nulo…vale a pena reflectir sobre esta questão.
Conhecendo a teoria, certamente, poderemos perceber, identificar, o que não resulta na práctica!
Contudo, muito se escreve e diz sobre a actual, e bem apresentada, proposta de Orçamento de Estado para 2007.
Apesar de tudo o que se possa dizer, este parece ser, um bom orçamento. Pelo menos demonstra coragem e intenção de fazer. Além do mais, vai ao encontro de, algumas, promessas eleitorais apresentadas. Refiro-me ao “Choque Tecnológico” e ao aumento do orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia.
No entanto, e para não entrar num estudo intenso e extensivo sobre o mesmo, OE 2007, que será certamente tema do próximo artigo do Fernando Soares na área de economia, gostaria de reflectir e abordar a relevância, efectiva, do Orçamento de Estado. Critérios de elaboração.
Como todos podem, pelo menos, conjecturar,supor, um Orçamento de Estado é uma previsão de como um país, neste caso Portugal, irá utilizar as receitas geradas, na sua grande maioria através de impostos, para fazer face ás suas despesas. Mais simples e básico não poderia ser.
Contudo, ao contrário do que muitos possam pensar, o modelo de elaboração em Portugal depende de critérios próprios, mas diferentes, dos utilizados depois pela Comissão Europeia (CE). Entidade, agora, reguladora!
Isto é, todos sabemos o custo da elaboração de um OE, extraordinário é, todos sabermos também, que o mesmo apenas traça uma estratégia, virtual, de Portugal, para ofuscar uma verdade que, forçosamente, o “Pai Europa” irá desvendar.
É interessante, mesmo para o mais leigo neste assunto, perceber a “virtualidade” de qualquer Orçamento de Estado apresentado nos últimos anos, em especial, com o Pacto de Estabilidade e Crescimento.
Quanto á discussão teórica que pretendo levantar.
Em Portugal, optámos por um Orçamento de gerência, isto é, apenas se considera no orçamento as despesas efectivamente contraídas nesse ano, não incluindo portanto aquelas que apenas serão pagas ou recebidas em momento posterior. Em detrimento pela opção de um Orçamento de Exercício em que são consideradas todas as receitas e despesas contraídas nesse ano, independentemente da sua efectividade.
Para além deste primeiro traço do modelo orçamental português, existe outro, agora relativo aos critérios de equilíbrio orçamental.
Mas o que significa o equilíbrio Orçamental?
Significa que “as despesas totais devem ser cobertas pelas receitas normais ou rendimentos do Estado”. A questão fundamental consiste em saber quando é que certas despesas podem ser cobertas por certas receitas.
Neste âmbito, o equilíbrio pode "cobrir" situações de equilíbrio aritmético, défice e superávit.
Além disso, o nosso Orçamento está assente em dois critérios orçamentais estruturais: 1) Para a concepção em geral do próprio documento utilizados o chamado critério de Activos Patrimoniais que significa que receitas correntes cobrem despesas correntes e de capital; 2) No âmbito do equilíbrio orçamental stricto senso, o critério de Activo de Tesouraria em que receitas efectivas cobrem despesas efectivas e não efectivas.
Por exemplo, nesta proposta de orçamento, mais de 50% do previsto para o investimento incidirá em grandes projectos públicos (OTA e TGV) e Investimento e desenvolvimento (I & D). Contudo segundo estes critérios esta despesa não conta para efeitos de calculo do défice. Além do mais, o calculo do valor da despesa efectiva, está sob um pilar ainda em construção: O sucesso da Reforma da Administração Pública.
A minha preocupação e espanto incidem numa certeza: O nosso modelo e critérios orçamentais, em especial no âmbito do equilíbrio, são diferentes dos que, posteriormente, depois de aprovado pela Assembleia da Republica e promulgado pelo Presidente da Republica, a União Europeia, em especial, a Comissão utilizará.
Porquê esta diferença?
Para quê haver orçamentos virtuais, em que nos enganamos a nós próprios, cheio de ratoeiras e lances obscuros e não se apresenta a verdade aos cidadãos.
Além disso para quê gastar uma fortuna na concepção de um documento que, em último caso, nada significará.
Por coincidência, na passada sexta feira no DE, no âmbito do “observatório permanente – OE2007”, também, já, alguns, conceituados economistas portugueses consensualmente referiam que a solução para uma política económica eficaz passaria por um novo modelo de elaboração e apresentação orçamental.
Embora o efeito prático deste artigo possa ser quase nulo…vale a pena reflectir sobre esta questão.
Conhecendo a teoria, certamente, poderemos perceber, identificar, o que não resulta na práctica!
domingo, outubro 15, 2006
Pensar Portugal
Tem sido um tema, e opinião, corrente a defensa de pactos políticos. De facto, é urgente e preciso uma uniformidade política em determinadas áreas e matérias.
Mas por mais pactos que se possam fazer, por mais condicionado politicamente possa estar um governo, de nada serve se não existir um objectivo. Uma meta!
Continuar a fazer só por fazer, porque outros fazem ou fizeram não é, nem pode ser, a motivação.
Portugal precisa de traçar o seu "destino", o seu caminho.
Precisamos de reflectir e pensar o que queremos para e, de, Portugal.
Precisamos de nos definir, de nos projectarmos a médio, longo prazo.
Esta definição, este traçar de rumo, ao contrário do que muitos possam pensar, não é impossível ou utópico. Tem de ser elaborado, tal como num pacto, em congruência de ideias, delineando de forma clara os objectivo a atingir…a meta... O que Portugal tem de ser!
Depois, a margem de manobra política dos governos e partidos é semelhante com a dos Estados Membros nos processos de transposição de directivas europeias, que apenas os vinculam quanto ao fim a atingir, deixando total liberdade, ou até mesmo discricionariedade, quanto aos meios e forma.
O que não podemos é continuar com uma alternância quadrienal de políticas e reformas estruturais apenas por questões de divergência político-partidárias.
Além do mais, hoje, inseridos neste mercado europeu uno e extremamente concorrencial, não nos podemos dar a este luxo. A esta "anarquia política".
Precisamos de nos especializar, apostando forte em determinados sectores económicos, frustrando outros.
Por tudo isto, arrisquei a pensar no tal destino para a “Caravela Portugal". Assim, comecei por reflectir e pensar sobre Portugal. Características. Trunfos.
Desta forma, identifiquei quatro trunfos essenciais para poder, depois, traçar o tal "destino", meta, para a nossa querida "Caravela".
1º - Fronteiras.
Portugal é dos poucos países que apenas tem uma fronteira terrestre. Com Espanha. País com quem devemos, forçosamente e para o bem-estar de todos, promover laços e boas relações;
2º - Vasta costa marítima.
Tal como nos séculos passados o Mar foi, e tem de continuar a ser, uma porta para o Mundo, uma âncora mas, acima de tudo, um “amigo”.
3º - O clima.
Situado, hoje, no ponto mais ocidental da Europa, Portugal tem um clima único e ideal para receber.
4º - Pessoas.
Por último, para mim muito importante, somos um povo fantástico, extremamente acolhedor e amigo. Temos a virtude e o gosto, verdadeiro e puro, de gostar de receber.
A receita é simples, juntando a estes quatro "pequenos" condimentos, a nossa história e características culturais, o resultado foi: Turismo, Serviços e Pesca.
O destino da nossa, segura, "Caravela" é o "porto"- Turismo, Serviços e Pesca. É neste sentido que termos de navegar.
A forma e o meio para chegarmos a este bom porto, isto é, as políticas encontradas e a executar para nos transformarem num País competitivo e líder nestes três sectores, será a missão, quer dos nossos dois, bons e seguros, "comandantes", como da nossa, esforçada e trabalhadora "tripulação"
Será certamente uma viagem difícil, de decisões difícies, mas só eles, com grande garra e espírito de equipa, conseguirão encontrar o caminho certo.
Este será o seu próximo grande e importante desafio!
Mas por mais pactos que se possam fazer, por mais condicionado politicamente possa estar um governo, de nada serve se não existir um objectivo. Uma meta!
Continuar a fazer só por fazer, porque outros fazem ou fizeram não é, nem pode ser, a motivação.
Portugal precisa de traçar o seu "destino", o seu caminho.
Precisamos de reflectir e pensar o que queremos para e, de, Portugal.
Precisamos de nos definir, de nos projectarmos a médio, longo prazo.
Esta definição, este traçar de rumo, ao contrário do que muitos possam pensar, não é impossível ou utópico. Tem de ser elaborado, tal como num pacto, em congruência de ideias, delineando de forma clara os objectivo a atingir…a meta... O que Portugal tem de ser!
Depois, a margem de manobra política dos governos e partidos é semelhante com a dos Estados Membros nos processos de transposição de directivas europeias, que apenas os vinculam quanto ao fim a atingir, deixando total liberdade, ou até mesmo discricionariedade, quanto aos meios e forma.
O que não podemos é continuar com uma alternância quadrienal de políticas e reformas estruturais apenas por questões de divergência político-partidárias.
Além do mais, hoje, inseridos neste mercado europeu uno e extremamente concorrencial, não nos podemos dar a este luxo. A esta "anarquia política".
Precisamos de nos especializar, apostando forte em determinados sectores económicos, frustrando outros.
Por tudo isto, arrisquei a pensar no tal destino para a “Caravela Portugal". Assim, comecei por reflectir e pensar sobre Portugal. Características. Trunfos.
Desta forma, identifiquei quatro trunfos essenciais para poder, depois, traçar o tal "destino", meta, para a nossa querida "Caravela".
1º - Fronteiras.
Portugal é dos poucos países que apenas tem uma fronteira terrestre. Com Espanha. País com quem devemos, forçosamente e para o bem-estar de todos, promover laços e boas relações;
2º - Vasta costa marítima.
Tal como nos séculos passados o Mar foi, e tem de continuar a ser, uma porta para o Mundo, uma âncora mas, acima de tudo, um “amigo”.
3º - O clima.
Situado, hoje, no ponto mais ocidental da Europa, Portugal tem um clima único e ideal para receber.
4º - Pessoas.
Por último, para mim muito importante, somos um povo fantástico, extremamente acolhedor e amigo. Temos a virtude e o gosto, verdadeiro e puro, de gostar de receber.
A receita é simples, juntando a estes quatro "pequenos" condimentos, a nossa história e características culturais, o resultado foi: Turismo, Serviços e Pesca.
O destino da nossa, segura, "Caravela" é o "porto"- Turismo, Serviços e Pesca. É neste sentido que termos de navegar.
A forma e o meio para chegarmos a este bom porto, isto é, as políticas encontradas e a executar para nos transformarem num País competitivo e líder nestes três sectores, será a missão, quer dos nossos dois, bons e seguros, "comandantes", como da nossa, esforçada e trabalhadora "tripulação"
Será certamente uma viagem difícil, de decisões difícies, mas só eles, com grande garra e espírito de equipa, conseguirão encontrar o caminho certo.
Este será o seu próximo grande e importante desafio!
domingo, outubro 08, 2006
O Serviço
Na passada 5ª feira, comemorámos mais um 5 de Outubro, que embora possa cair no esquecimento de muitos, é, uma data ímpar na vida do nosso país.
No âmbito das comemorações, o Presidente da Republica proporcionou um discurso sincero, realista, pedagógico e democrático.
Um verdadeiro discurso exemplar.
Um discurso onde atacou a corrupção, deixando um recado especial aos “sonsos” que cobertos por um “manto angélico e puro” são os seus principais agentes. Aqueles que embora nunca se fale, nem sejam indíciados ou acusados na praça pública, têm um lugar de destaque na "equipa" dos corruptos portugueses.
Não posso estar mais de acordo com este apelo presidencial!
É preciso, absolutamente necessário, que os agentes do poder em Portugal dêem o exemplo. Que o exercício de cargos públicos seja um serviço e não uma rampa de lançamento pessoal ou “mina de ouro”.
A política e o exercício de cargos de públicos têm de ser exercidos de uma forma altruísta, credível e sincera. Em prol de todos. Pelo País. Para o País. E para o melhor do País!
Um verdadeiro Serviço Público!
Só assim a política e o exercício da actividade política será respeitada e credível.
Se assim for, não tenho dúvidas, que será um pequeno, mas grande, passo para nos podermos desenvolver e ,juntos, construir um Portugal melhor.
Tem sido corrente falar-se e discutir-se sobre a necessidade de participação na "vida pública" de grandes empresários e gestores. É verdade! Faz sentido que pessoas competentes e com provas dadas dêem o seu contributo em prol do País. Mas esta participação só fará sentido se o fizerem frustrando os seus interesses pessoais.
Precisamos verdadeiramente de pessoas sérias e capazes. Que queiram, estejam dispostas, a troco de trabalho e esforço, servir o País.
Este deve ser o espírito e a forma de estar na vida pública. Na política.
Os portugueses precisam de acreditar. E Portugal precisa de ser servido
No âmbito das comemorações, o Presidente da Republica proporcionou um discurso sincero, realista, pedagógico e democrático.
Um verdadeiro discurso exemplar.
Um discurso onde atacou a corrupção, deixando um recado especial aos “sonsos” que cobertos por um “manto angélico e puro” são os seus principais agentes. Aqueles que embora nunca se fale, nem sejam indíciados ou acusados na praça pública, têm um lugar de destaque na "equipa" dos corruptos portugueses.
Não posso estar mais de acordo com este apelo presidencial!
É preciso, absolutamente necessário, que os agentes do poder em Portugal dêem o exemplo. Que o exercício de cargos públicos seja um serviço e não uma rampa de lançamento pessoal ou “mina de ouro”.
A política e o exercício de cargos de públicos têm de ser exercidos de uma forma altruísta, credível e sincera. Em prol de todos. Pelo País. Para o País. E para o melhor do País!
Um verdadeiro Serviço Público!
Só assim a política e o exercício da actividade política será respeitada e credível.
Se assim for, não tenho dúvidas, que será um pequeno, mas grande, passo para nos podermos desenvolver e ,juntos, construir um Portugal melhor.
Tem sido corrente falar-se e discutir-se sobre a necessidade de participação na "vida pública" de grandes empresários e gestores. É verdade! Faz sentido que pessoas competentes e com provas dadas dêem o seu contributo em prol do País. Mas esta participação só fará sentido se o fizerem frustrando os seus interesses pessoais.
Precisamos verdadeiramente de pessoas sérias e capazes. Que queiram, estejam dispostas, a troco de trabalho e esforço, servir o País.
Este deve ser o espírito e a forma de estar na vida pública. Na política.
Os portugueses precisam de acreditar. E Portugal precisa de ser servido
domingo, outubro 01, 2006
A Passagem de Testemunho
“A geração mais velha dos 5,7 mil milhões de seres humanos que povoam actualmente o nosso planeta, a geração à qual pertenço, prepara-se para dizer adeus a este mundo, e é pois à juventude que compete carregar a responsabilidade do futuro.
Jovens, assumam pois, por favor, a vossa responsabilidade, tornando-vos conscientes das vossas potencialidades, adquirindo confiança em vós mesmos e dando provas de abertura de espírito, de compaixão e de solidariedade. A frescura e a força da juventude não deveriam diminuir, e é vossa obrigação cultivar esse entusiasmo.”
Jovens, assumam pois, por favor, a vossa responsabilidade, tornando-vos conscientes das vossas potencialidades, adquirindo confiança em vós mesmos e dando provas de abertura de espírito, de compaixão e de solidariedade. A frescura e a força da juventude não deveriam diminuir, e é vossa obrigação cultivar esse entusiasmo.”
Em "A sabedoria do Dalai Lama"
Esta semana, ao ler este fantástico livro, decidi escrever sobre o futuro! O futuro da Humanidade e do Mundo! Sobre o nosso papel, como jovens e geração futura.
Não posso deixar de constatar que este sentimento de esperança e de futuro existe intrinsecamente em cada um nós, mas por vezes deixamo-nos levar pelo destino.
Tal como se refere nesta reflexão, temos de ter noção e a convicção de que o futuro de cada País, Nação e do Mundo vai ser a nossa futura responsabilidade. Não é pressão… é uma verdade. Uma realidade.
Uma bonita e séria “passagem do testemunho” da vida.
Tal como todos desejamos, quando pensamos que “tudo vamos fazer para não cometer os mesmos erros que os nossos pais”, neste capítulo este ditado também se deve aplicar…se vamos suceder, vamos fazê-lo da melhor maneira possível.
Não interessa como nem qual ou se há melhor!
O que importa é prepararmo-nos da melhor forma e o melhor que conseguirmos!
Vivendo esta Vida com seriedade, consciência, persistência e responsabilidade mas acima de tudo com muita Garra e Brio!
Assim poderemos sem dúvida receber bem e projectar o testemunho que vamos, forçosamente, receber!
È importante começar desde logo a viver segundo estes princípios estruturais e marcantes…não vamos de certeza de um dia para o outro passar a interessados, conscientes, responsáveis e briosos…é um caminho…é uma construção! Tal como a vida a dois…
Além disso alguns de nós terão com certeza cargos de enorme exigência e importância, que exigem pessoas com capacidade, responsabilidade e liderança.
Temos de deixar a vida fútil…e tomarmos consciência e preparámo-nos para o desafio que nos será lançado.
Ao ler este texto, esta passagem de testemunho, percebi que nada sou…percebi que todos os dias tenho de aprender…mas também, acima de tudo, realizei, e é esta mensagem que gostava de passar neste artigo, que há momentos para tudo!
Precisamos de aprender, de querer aprender, de gostar de aprender, para depois, na altura devida... poder fazer! Construir!
Em nós, “jovens adultos”, tem de estar presente todos os dias, que a nossa vida é como uma árvore de fruto…que tem de ser regada, alimentada e cultivada para...um dia…poder dar frutos. Os melhores frutos possíveis!
Porque acredito na nossa geração e acredito que podemos fazer mais e melhor, não podia deixar de escrever este texto que mais não é que um apelo!
Se juntos vamos receber o testemunho da vida…Juntos, temos de nos preparar!
sábado, setembro 23, 2006
O Entroncamento Político
Ao pensar em política tendemos automaticamente a identificar ideologias, partidos e a rotulá-los segundo o binómio Esquerda e Direita.
É um facto, ou até já um costume cultural, que muito dificilmente se poderá mudar.
Mas a politica, será de facto, apenas isto?
Serão apenas um conjunto de ideologias, personalizadas em partidos posicionamos à esquerda ou à direita?
Mas à esquerda e à direita de quê e de quem?
Não haverá um rumo político que possa sustentar ideias mistas, quer à esquerda como à direita?
Qual a diferença entre a actual esquerda e direita?
Se pensarmos bem, hoje em dia, a diferença é pouca. Já não podemos posicionar a esquerda na pura ideologia socialista marxista porque não faz sentido, fica descontextualizado, nem podemos interpretar as políticas de direita como conservadoras e capitalistas.
Esta ideia retrógrada sobre o posicionamento político é limitadora e falaciosa.
A verdade é que neste Mundo globalizado e em sistemática mudança os países têm de promover políticas para o bem de todos e não apenas para o “umbigo” dos elementos do seu partido. Felizmente ou infelizmente, esta nova realidade do Mundo mudou radicalmente a visão relativamente à política.
Vejamos, por exemplo, a actual realidade política portuguesa.
Se nos esquecermos da ideologia pura e dura, qual é a diferença, hoje, entre o PS e o PSD?
Neste momento até estamos a assistir a insólitas acusações à governação PS, acusada de promover/concretizar políticas supostamente de direita!
Mas será isso o importante?
Devemo-nos preocupar com o rótulo de esquerda ou direita das políticas praticadas pelos governos, ou com a necessidade da sua implementação e concretização para o bem do futuro do nosso País!?
A verdade, e o que verdadeiramente é importante, é a concretização de políticas necessárias e indispensáveis.
Pode-se discutir a forma como foram implementadas, ou até mais a extremo a sua origem…mas é indiscutível a sua necessidade.
Além disso, a oposição, qualquer uma que seja, dever-se-á preocupar mais, em apresentar soluções politicas construtivas e inovadoras ou pura e simplesmente negar e estar contra qualquer acção do governo em funções!?
Será mais importante o desenvolvimento e o bem do País ou as intrigas ideológicas e os lobbies políticos intrínsecos e enraizados nos partidos!?
A política, tal como a sociedade, precisa de uma mudança, ou até de uma “revolução”. Precisa de viver sem rótulos ou ideologias fixas…até porque, como sabemos, a verdade evolui…o que ontem era uma certeza, como Plutão fazer parte do Sistema Solar ou o CDS ser um partido ao centro, hoje já não faz sentido.
A política precisa de se autonomizar.
Quer queiramos quer não, hoje, os partidos posicionam-se, ou vão-se posicionando, consoante os seus líderes.
A política dos nossos dias não pode viver de ideologias fixas e rígidas, mas sim de Homens e convicções.
Esta é a política do Sec. XXI
O que defendo é a mudança…os Homens… boas políticas…bons líderes…o melhor para o nosso País!
A política não pode ser um entroncamento em que apenas podemos seguir duas direcções obrigatoriamente: a esquerda ou a direita.
É muito mais do que isso.
É reflectir, pensar, são ideias, conjecturar, solucionar, construir e concretizar um caminho renovador e moderno: o melhor possível para uma Sociedade, um País e para o Mundo.
Isto sim é política.
É um facto, ou até já um costume cultural, que muito dificilmente se poderá mudar.
Mas a politica, será de facto, apenas isto?
Serão apenas um conjunto de ideologias, personalizadas em partidos posicionamos à esquerda ou à direita?
Mas à esquerda e à direita de quê e de quem?
Não haverá um rumo político que possa sustentar ideias mistas, quer à esquerda como à direita?
Qual a diferença entre a actual esquerda e direita?
Se pensarmos bem, hoje em dia, a diferença é pouca. Já não podemos posicionar a esquerda na pura ideologia socialista marxista porque não faz sentido, fica descontextualizado, nem podemos interpretar as políticas de direita como conservadoras e capitalistas.
Esta ideia retrógrada sobre o posicionamento político é limitadora e falaciosa.
A verdade é que neste Mundo globalizado e em sistemática mudança os países têm de promover políticas para o bem de todos e não apenas para o “umbigo” dos elementos do seu partido. Felizmente ou infelizmente, esta nova realidade do Mundo mudou radicalmente a visão relativamente à política.
Vejamos, por exemplo, a actual realidade política portuguesa.
Se nos esquecermos da ideologia pura e dura, qual é a diferença, hoje, entre o PS e o PSD?
Neste momento até estamos a assistir a insólitas acusações à governação PS, acusada de promover/concretizar políticas supostamente de direita!
Mas será isso o importante?
Devemo-nos preocupar com o rótulo de esquerda ou direita das políticas praticadas pelos governos, ou com a necessidade da sua implementação e concretização para o bem do futuro do nosso País!?
A verdade, e o que verdadeiramente é importante, é a concretização de políticas necessárias e indispensáveis.
Pode-se discutir a forma como foram implementadas, ou até mais a extremo a sua origem…mas é indiscutível a sua necessidade.
Além disso, a oposição, qualquer uma que seja, dever-se-á preocupar mais, em apresentar soluções politicas construtivas e inovadoras ou pura e simplesmente negar e estar contra qualquer acção do governo em funções!?
Será mais importante o desenvolvimento e o bem do País ou as intrigas ideológicas e os lobbies políticos intrínsecos e enraizados nos partidos!?
A política, tal como a sociedade, precisa de uma mudança, ou até de uma “revolução”. Precisa de viver sem rótulos ou ideologias fixas…até porque, como sabemos, a verdade evolui…o que ontem era uma certeza, como Plutão fazer parte do Sistema Solar ou o CDS ser um partido ao centro, hoje já não faz sentido.
A política precisa de se autonomizar.
Quer queiramos quer não, hoje, os partidos posicionam-se, ou vão-se posicionando, consoante os seus líderes.
A política dos nossos dias não pode viver de ideologias fixas e rígidas, mas sim de Homens e convicções.
Esta é a política do Sec. XXI
O que defendo é a mudança…os Homens… boas políticas…bons líderes…o melhor para o nosso País!
A política não pode ser um entroncamento em que apenas podemos seguir duas direcções obrigatoriamente: a esquerda ou a direita.
É muito mais do que isso.
É reflectir, pensar, são ideias, conjecturar, solucionar, construir e concretizar um caminho renovador e moderno: o melhor possível para uma Sociedade, um País e para o Mundo.
Isto sim é política.
segunda-feira, setembro 18, 2006
Baixa Pombalina
O tema da revitalização e repovoação da Baixa Pombalina é já uma questão recorrente na vida da cidade de Lisboa.
Muito se tem dito e alguns projectos foram apresentados. Mas hoje, tudo continua igual. Nada foi feito. Tudo não passa do papel ou de ideias.
É preciso uma política estruturante, definidora e clara para a zona histórica da cidade.
Porque penso que esta revitalização é uma necessidade indispensável para o desenvolvimento da cidade de Lisboa, depois de um intensivo estudo, análise e pesquisa, procurarei neste artigo dar mais valia ao problema. Apresentando soluções!
A revitalização que é precisa para a Baixa Lisboeta terá de consistir na elaboração de um Plano Multi-sectorial e abrangente.
Por isso, não poderão ser esquecidas cinco áreas, que julgo serem as principais, para uma séria, eficaz e estruturante revitalização da Baixa Lisboeta
1- Comércio
É precisa uma aposta clara no comércio.
Aqui não posso deixar de destacar algumas ideias reveladas pela Vereadora Maria José Nogueira Pinto, responsável pelo Gabinete para Revitalização da zona Baixa-Chiado (GRBC), ao Jornal de Negócios no dia 31 do mês de Maio.
Refere-se nesse artigo, que o projecto em estudo, ambiciona transformar a zona da Baixa-Chiado “num centro comercial a céu aberto dotado dos mesmo princípios de gestão de um centro comercial fechado”.
É certamente uma ideia inovadora que poderá contribuir para incentivar o comércio.
Mas é preciso ir mais longe.
Se o que se pretende é transformar esta zona específica num espaço comercial a céu aberto de forma a dar vida a esta área, será necessária, urgente e indispensável uma adaptação à lei do comércio, aumentando e estendendo as horas de funcionamento dos estabelecimentos comercias.
Os lojistas merecem e a cidade precisa duma zona forte e activamente comercial.
2- Habitação
Não podemos pensar numa revitalização da Baixa Lisboeta, sem que haja um repovoamento efectivo desta zona.
É indispensável uma aposta firme na habitação.
Segundo fonte do GRBC poderemos ter três vezes mais pessoas a viver nesta zona.
É necessário encontrar soluções de forma a atrair mais pessoas para a zona histórica da cidade.
Para este efeito, proponho cinco pontos que penso poderem contribuir para, de alguma forma, solucionar o problema da despovoação, atraindo mais pessoas:
- Uma forte e efectiva colaboração entre Câmara Municipal e IPPAR
- Aligeiramento dos procedimentos necessários relativos ao licenciamento de habitação de imóveis
- Criação de uma figura semelhante ao “Plano de urbanização da zona de intervenção da expo98” e respectiva “Sociedade de Reabilitação Urbana” (SRU), que já existe, com poderes exclusivos e necessários para promover a reabilitação, rápida e precisa.
- Forte e efectiva colaboração entre Câmara Municipal e Promotores interessados na revitalização da baixa.
- Facilidades de Estacionamento. Este é um problema crucial para a qualidade de vida das pessoas. Para este efeito a Câmara Municipal deveria avançar com 2 ou 3 silos em prédios centrais da Baixa mantendo a traça/fachada pombalina. Seria um bom começo!
Contudo, depois de uma análise feita nos últimos dias a questão da repovoação da Baixa Lisboeta não depende apenas da iniciativa privada. Há muitos promotores interessados em investir nesta zona da cidade. O problema está em não haver uma política clara e efectiva para a zona da Baixa e respectivas facilidades processuais.
3- Regresso de empresas de nome que funcionem como âncoras de repovoamento e animação diurna.
Para este efeito, penso que as soluções pensadas pelo “GRBC” são positivas. Segundo informações recolhidas junto do chefe de gabinete da Sra. Vereadora, o projecto que está a ser elaborado, assentará também, na criação de incentivos e outras soluções fazendo desta zona a mais desenvolvida tecnologicamente de todo o país.
Estas novidades, certamente serão mais valias, não só para as empresas que aí se venham a instalar, como para os moradores.
4- Mobilidade
É necessária uma grande aposta na mobilidade.
Embora o projecto liderado pela Sra. Vereadora, veja como indispensável uma limitação na circulação de automóveis na zona da Baixa, é necessário criar novas soluções relativamente à acessibilidade dos transportes públicos.
Não podemos continuar com uma rede de transportes públicos lenta e pouco eficaz.
5- Juventude
Quando falamos em revitalização de uma cidade, ou parte, não nos podemos esquecer dos jovens. Eles são fundamentais para a vida das cidades.
Embora o projecto em estudo, já referido, apresente algumas ideias no âmbito da juventude, como a criação de residências universitárias, bares e zonas específicas para jovens, penso que se poderá ir mais longe.
Na grande maioria das cidades europeias, a vida da zona histórica é resultado da presença de universidades.
Poderia, por isso, ser uma grande solução a passagem e instalação de algumas Universidades para os Palácios do Terreiro Paço, hoje ocupados por alguns Ministérios.
Desta forma, teríamos uma zona histórica renovada, viva e em sistemática actividade.
A revitalização da Baixa Lisboeta é fundamental!
Apenas espero, para o bem de todos os lisboetas, que este projecto seja concretizado e não fique na gaveta como tantos outros.
Muito se tem dito e alguns projectos foram apresentados. Mas hoje, tudo continua igual. Nada foi feito. Tudo não passa do papel ou de ideias.
É preciso uma política estruturante, definidora e clara para a zona histórica da cidade.
Porque penso que esta revitalização é uma necessidade indispensável para o desenvolvimento da cidade de Lisboa, depois de um intensivo estudo, análise e pesquisa, procurarei neste artigo dar mais valia ao problema. Apresentando soluções!
A revitalização que é precisa para a Baixa Lisboeta terá de consistir na elaboração de um Plano Multi-sectorial e abrangente.
Por isso, não poderão ser esquecidas cinco áreas, que julgo serem as principais, para uma séria, eficaz e estruturante revitalização da Baixa Lisboeta
1- Comércio
É precisa uma aposta clara no comércio.
Aqui não posso deixar de destacar algumas ideias reveladas pela Vereadora Maria José Nogueira Pinto, responsável pelo Gabinete para Revitalização da zona Baixa-Chiado (GRBC), ao Jornal de Negócios no dia 31 do mês de Maio.
Refere-se nesse artigo, que o projecto em estudo, ambiciona transformar a zona da Baixa-Chiado “num centro comercial a céu aberto dotado dos mesmo princípios de gestão de um centro comercial fechado”.
É certamente uma ideia inovadora que poderá contribuir para incentivar o comércio.
Mas é preciso ir mais longe.
Se o que se pretende é transformar esta zona específica num espaço comercial a céu aberto de forma a dar vida a esta área, será necessária, urgente e indispensável uma adaptação à lei do comércio, aumentando e estendendo as horas de funcionamento dos estabelecimentos comercias.
Os lojistas merecem e a cidade precisa duma zona forte e activamente comercial.
2- Habitação
Não podemos pensar numa revitalização da Baixa Lisboeta, sem que haja um repovoamento efectivo desta zona.
É indispensável uma aposta firme na habitação.
Segundo fonte do GRBC poderemos ter três vezes mais pessoas a viver nesta zona.
É necessário encontrar soluções de forma a atrair mais pessoas para a zona histórica da cidade.
Para este efeito, proponho cinco pontos que penso poderem contribuir para, de alguma forma, solucionar o problema da despovoação, atraindo mais pessoas:
- Uma forte e efectiva colaboração entre Câmara Municipal e IPPAR
- Aligeiramento dos procedimentos necessários relativos ao licenciamento de habitação de imóveis
- Criação de uma figura semelhante ao “Plano de urbanização da zona de intervenção da expo98” e respectiva “Sociedade de Reabilitação Urbana” (SRU), que já existe, com poderes exclusivos e necessários para promover a reabilitação, rápida e precisa.
- Forte e efectiva colaboração entre Câmara Municipal e Promotores interessados na revitalização da baixa.
- Facilidades de Estacionamento. Este é um problema crucial para a qualidade de vida das pessoas. Para este efeito a Câmara Municipal deveria avançar com 2 ou 3 silos em prédios centrais da Baixa mantendo a traça/fachada pombalina. Seria um bom começo!
Contudo, depois de uma análise feita nos últimos dias a questão da repovoação da Baixa Lisboeta não depende apenas da iniciativa privada. Há muitos promotores interessados em investir nesta zona da cidade. O problema está em não haver uma política clara e efectiva para a zona da Baixa e respectivas facilidades processuais.
3- Regresso de empresas de nome que funcionem como âncoras de repovoamento e animação diurna.
Para este efeito, penso que as soluções pensadas pelo “GRBC” são positivas. Segundo informações recolhidas junto do chefe de gabinete da Sra. Vereadora, o projecto que está a ser elaborado, assentará também, na criação de incentivos e outras soluções fazendo desta zona a mais desenvolvida tecnologicamente de todo o país.
Estas novidades, certamente serão mais valias, não só para as empresas que aí se venham a instalar, como para os moradores.
4- Mobilidade
É necessária uma grande aposta na mobilidade.
Embora o projecto liderado pela Sra. Vereadora, veja como indispensável uma limitação na circulação de automóveis na zona da Baixa, é necessário criar novas soluções relativamente à acessibilidade dos transportes públicos.
Não podemos continuar com uma rede de transportes públicos lenta e pouco eficaz.
5- Juventude
Quando falamos em revitalização de uma cidade, ou parte, não nos podemos esquecer dos jovens. Eles são fundamentais para a vida das cidades.
Embora o projecto em estudo, já referido, apresente algumas ideias no âmbito da juventude, como a criação de residências universitárias, bares e zonas específicas para jovens, penso que se poderá ir mais longe.
Na grande maioria das cidades europeias, a vida da zona histórica é resultado da presença de universidades.
Poderia, por isso, ser uma grande solução a passagem e instalação de algumas Universidades para os Palácios do Terreiro Paço, hoje ocupados por alguns Ministérios.
Desta forma, teríamos uma zona histórica renovada, viva e em sistemática actividade.
A revitalização da Baixa Lisboeta é fundamental!
Apenas espero, para o bem de todos os lisboetas, que este projecto seja concretizado e não fique na gaveta como tantos outros.
domingo, setembro 17, 2006
O Expresso do Sol
No passado sábado, e depois de muita expectativa, conhecemos o "Semanário Sol".
Como dizia, e bem, o agora director deste jornal, Arq.José António Saraiva, ainda há, ou havia, "espaço para um novo semanário em Portugal".
É uma verdade indiscutível. Portugal precisa cada vez mais de novidade na imprensa. De jornais que incentivem a livre opinião, abertos, livres, sérios, verdadeiros. Isto é, verdadeiramente democráticos.
Por esta razão, que para muitos pode ser romântica e utópica, esperava um "Sol" brilhante.
Contudo, defrontei-me, não com o que pensava que seria uma novidade, uma liberdade, uma nova forma de informar, mas com uma imitação, quase cópia ,do já velhinho Expresso. Com a mesma divisão, os mesmos títulos, os mesmos artigos, os mesmos cronistas, as mesmas pessoas: no fundo as mesmas opiniões!
Merecíamos mais...
Embora pareça desapropriado, ao ver este "Sol" lembrei-me de uma melancia...que transpira e vive para fora sob a bandeira verde da liberdade, mas que no fundo continua ancorado ao mais longínquo, triste e desajustado passado.
A melancia é muito mais do que um fruto que só raramente se come.É o retrato da sociedade em que vivemos.
Ao invés o Expresso desde a semana passada que se apresenta sob uma "new face". Uma necessidade. Apesar de, na forma, ainda não estar o que efectivamente se esperava, mudou. E penso até que mudou para melhor. Embora relativamente ao conteúdo possa estar, na minha opinião, mais cansativo.
Sem nos apercebermos, estamos perante uma verdadeira "guerra de forma" entre estes semanários, pena é que seja apenas na forma. Seria pois muito mais útil e necessário que esta se desviasse para o campo do conteúdo.
Mas o que efectivamente pode ser preocupante é a forma como os mesmos têm esgotado.
Desde da semana passada que tenho feito uma pesquisa por vários quiosques. Ao perguntar pelo Expresso a resposta foi sempre a mesma: "Esgotado".
Mas como?Porquê?
Na verdade sem o "SOl" o Expresso poucas vezes esgotava ao sábado, porque é que agora, havendo outro semanário, com uma tiragem de 130.000 exemplares ,ambos esgotam?
Será que os portugueses estão a viver a "febre dos semanários"? ou momentaneamente tomaram o gosto pela leitura e pela informação?
Não penso que seja nenhuma destas razões.
Esta situação acontece devido a uma política falsa e enganadora, um tipo de "dumping" fomentado pelo próprio jornal pois, embora não diminua a tiragem a que se obriga, apenas escoa para venda uma parte reduzida, esgotando virtualmente!
Mas porquê? O que ganham com isto?
Efectivamente com esta estratégia de esgotamento virtual consegue: Primeiro uma publicidade inversa, tal como nos refere a Lei da Oferta e da Procura, pois ao disponibilizarem menos exemplares do que os procurados, o valor útil da sua leitura aumenta. Todos o irão querer ter; Segundo para aumentar os preços da publicidade, âncora da sua existência; Terceiro como tentativa de bater a "novidade" da existência de um novo Semanário.
Embora não possa, desde já, levantar suspeitas sobre o facto do "Sol" também ter esgotado, nesta sua semana de estreia, espero que pelo menos ,neste campo, nao tente imitar o seu rival.
Pois se assim o fizer, ao contrário do que se espera, o único prejudicado será o leitor, que procura, quer, gosta e precisa de ser bem informado.
Talvez um dia possamos ter um "Expresso do Sol" pontual, certo e de confiança como o Expresso do Oriente...
Como dizia, e bem, o agora director deste jornal, Arq.José António Saraiva, ainda há, ou havia, "espaço para um novo semanário em Portugal".
É uma verdade indiscutível. Portugal precisa cada vez mais de novidade na imprensa. De jornais que incentivem a livre opinião, abertos, livres, sérios, verdadeiros. Isto é, verdadeiramente democráticos.
Por esta razão, que para muitos pode ser romântica e utópica, esperava um "Sol" brilhante.
Contudo, defrontei-me, não com o que pensava que seria uma novidade, uma liberdade, uma nova forma de informar, mas com uma imitação, quase cópia ,do já velhinho Expresso. Com a mesma divisão, os mesmos títulos, os mesmos artigos, os mesmos cronistas, as mesmas pessoas: no fundo as mesmas opiniões!
Merecíamos mais...
Embora pareça desapropriado, ao ver este "Sol" lembrei-me de uma melancia...que transpira e vive para fora sob a bandeira verde da liberdade, mas que no fundo continua ancorado ao mais longínquo, triste e desajustado passado.
A melancia é muito mais do que um fruto que só raramente se come.É o retrato da sociedade em que vivemos.
Ao invés o Expresso desde a semana passada que se apresenta sob uma "new face". Uma necessidade. Apesar de, na forma, ainda não estar o que efectivamente se esperava, mudou. E penso até que mudou para melhor. Embora relativamente ao conteúdo possa estar, na minha opinião, mais cansativo.
Sem nos apercebermos, estamos perante uma verdadeira "guerra de forma" entre estes semanários, pena é que seja apenas na forma. Seria pois muito mais útil e necessário que esta se desviasse para o campo do conteúdo.
Mas o que efectivamente pode ser preocupante é a forma como os mesmos têm esgotado.
Desde da semana passada que tenho feito uma pesquisa por vários quiosques. Ao perguntar pelo Expresso a resposta foi sempre a mesma: "Esgotado".
Mas como?Porquê?
Na verdade sem o "SOl" o Expresso poucas vezes esgotava ao sábado, porque é que agora, havendo outro semanário, com uma tiragem de 130.000 exemplares ,ambos esgotam?
Será que os portugueses estão a viver a "febre dos semanários"? ou momentaneamente tomaram o gosto pela leitura e pela informação?
Não penso que seja nenhuma destas razões.
Esta situação acontece devido a uma política falsa e enganadora, um tipo de "dumping" fomentado pelo próprio jornal pois, embora não diminua a tiragem a que se obriga, apenas escoa para venda uma parte reduzida, esgotando virtualmente!
Mas porquê? O que ganham com isto?
Efectivamente com esta estratégia de esgotamento virtual consegue: Primeiro uma publicidade inversa, tal como nos refere a Lei da Oferta e da Procura, pois ao disponibilizarem menos exemplares do que os procurados, o valor útil da sua leitura aumenta. Todos o irão querer ter; Segundo para aumentar os preços da publicidade, âncora da sua existência; Terceiro como tentativa de bater a "novidade" da existência de um novo Semanário.
Embora não possa, desde já, levantar suspeitas sobre o facto do "Sol" também ter esgotado, nesta sua semana de estreia, espero que pelo menos ,neste campo, nao tente imitar o seu rival.
Pois se assim o fizer, ao contrário do que se espera, o único prejudicado será o leitor, que procura, quer, gosta e precisa de ser bem informado.
Talvez um dia possamos ter um "Expresso do Sol" pontual, certo e de confiança como o Expresso do Oriente...
Mão Cega
No passado Sábado, dia 16 pelas 21:15 minutos o Sporting entrou em campo frente ao modesto Paço de Ferreira.
Infelizmente, e ao contrário do que todos esperavamos, o Sporting perdeu por uma bola a zero. Um triste resultado depois da noite mágica de terça feira passada.
Contudo não se pode deixar de frisar a forma como o jogador do Paços "mete" a bola na baliza..."a mão cega" que todos veêm menos o Sr. João Ferreira.
Quem me conhece sabe o quanto defendo os árbitros por duas razões para mim lógicas: A primeira consiste no facto de serem as únicas pessoas no jogo que não têm ninguem a favor...os homens vão ser sempre assobiados, insultados, ou por uns ou por outros; esta primeira razão é substrato da segunda pois se assim continuarmos arricamo-nos a perder muitos arbitros, elementos fundamentais para qualquer desporto de competição.
Voltando aos factos, embora tenha esta ideia de não atacar logo à partida estes senhores, o Sr. João Ferreira demonstrou mais uma vez não ter capacidade para arbitrar jogos deste nível/escalão.
Foi uma arbitragem vergonhosa.
Deixem-me relembrar que este é o mesmo senhor que se encontra indiciado e sobre escuta no âmbito do processo "Apito Dourado".
Como é que é possível que um arbitro indiciado num processo jurídico directamente relacionado com as suas prestações como arbitro no futebol português, continue, sem mais, a arbitrar jogos!??
É uma pena, mas ao mesmo tempo uma miséria...
Basta de palhaçadas.
O futebol português precisa urgentemente de se renovar. Uma renovação que na minha, humilde, opinião terá de passar por uma redução considerável das equipas da 1ª divisão, de forma a dar mais competitividade ao espectáculo que é, ou devia ser o Futebol; e pela extinção da Liga de Clubes que mais não é que um nicho de corrupção activa, em que todos roubam, todos veêm, todos sabem e todos saem impunes.
Para os benfiquistas quero que fique ciente que não digo isto apenas por causa deste último jogo, não é frustação ou como muitos podem dizer ressabiamento...é uma mera opinião.
Infelizmente, e ao contrário do que todos esperavamos, o Sporting perdeu por uma bola a zero. Um triste resultado depois da noite mágica de terça feira passada.
Contudo não se pode deixar de frisar a forma como o jogador do Paços "mete" a bola na baliza..."a mão cega" que todos veêm menos o Sr. João Ferreira.
Quem me conhece sabe o quanto defendo os árbitros por duas razões para mim lógicas: A primeira consiste no facto de serem as únicas pessoas no jogo que não têm ninguem a favor...os homens vão ser sempre assobiados, insultados, ou por uns ou por outros; esta primeira razão é substrato da segunda pois se assim continuarmos arricamo-nos a perder muitos arbitros, elementos fundamentais para qualquer desporto de competição.
Voltando aos factos, embora tenha esta ideia de não atacar logo à partida estes senhores, o Sr. João Ferreira demonstrou mais uma vez não ter capacidade para arbitrar jogos deste nível/escalão.
Foi uma arbitragem vergonhosa.
Deixem-me relembrar que este é o mesmo senhor que se encontra indiciado e sobre escuta no âmbito do processo "Apito Dourado".
Como é que é possível que um arbitro indiciado num processo jurídico directamente relacionado com as suas prestações como arbitro no futebol português, continue, sem mais, a arbitrar jogos!??
É uma pena, mas ao mesmo tempo uma miséria...
Basta de palhaçadas.
O futebol português precisa urgentemente de se renovar. Uma renovação que na minha, humilde, opinião terá de passar por uma redução considerável das equipas da 1ª divisão, de forma a dar mais competitividade ao espectáculo que é, ou devia ser o Futebol; e pela extinção da Liga de Clubes que mais não é que um nicho de corrupção activa, em que todos roubam, todos veêm, todos sabem e todos saem impunes.
Para os benfiquistas quero que fique ciente que não digo isto apenas por causa deste último jogo, não é frustação ou como muitos podem dizer ressabiamento...é uma mera opinião.
Opinaria
Opinaria é um blog simples, directo e espero que útil para muitos.
Será um espaço que se pretende de livre opinião. Onde todos podem deixar o ar da sua graça, a sua marca, escrevendo um pensamento, uma teoria ou uma simples opinião.
Será sem dúvida um espaço de debate...um espaço para todos...verdadeiramente democrático.
Contudo, para que assim seja, precisa de participação e muitos temas.
Vou começar esta semana de abertura com dois artigos...duas ideias...sobre dois temas completamente diferentes: "A mão cega" e "O Expresso do Sol".
Uma boa semana
Será um espaço que se pretende de livre opinião. Onde todos podem deixar o ar da sua graça, a sua marca, escrevendo um pensamento, uma teoria ou uma simples opinião.
Será sem dúvida um espaço de debate...um espaço para todos...verdadeiramente democrático.
Contudo, para que assim seja, precisa de participação e muitos temas.
Vou começar esta semana de abertura com dois artigos...duas ideias...sobre dois temas completamente diferentes: "A mão cega" e "O Expresso do Sol".
Uma boa semana
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